segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Carta de amor para o amor


Nasci. A vida toda o sentimento me tocou. Fui sensível. Arrepiei, senti, chorei, angustiei. Sonhei amar um amor que sempre achei não merecer. Lutei até não merecer de fato. Todos os que me quiseram dar eu não quis, de todos os que eu quis... não me veio amor.
Na ilusão da criança que habitou e habita em mim, o amor era puro. O amor era mágico. O amor era o domingo de manhã. O amor era reunião entre famílias. O amor era olhar apaixonado. O amor era admiração. O amor era eu casada, bem sucedida e com filhos aos 23 anos. O amor era único e eterno. Era eu no vestido, ele no cavalo branco. Era doce. Era leve.
Na ilusão da adolescente, conflituosa por essência, o amor era dano. O amor era fuga. O amor era fraqueza. E eu fugi de todas as minhas fraquezas. E eu não quis ser fraqueza de ninguém. Nunca ousei pedir amor, nunca ousei me sentir merecedora de amor. Mas sempre fui amor por completo. Fui paixão também, mas a “platonicidade” do amor me encantava. Eram as famosas borboletas no estômago. Músicas que caiam como luva para o meu amor. Noites sem dormir. Coração acelerado.  Declarei-me uma só vez. E com ela veio toda aquela frustração. Doeu. E na ânsia de gritar amor, fechei-me em sete chaves.
Cresci sem querer crescer. A criança pura e a adolescente intensa deram lugar para a adulta conflituosa. E quantos conflitos. Aquela chuva de informações e padrões me levaram lá embaixo. Como poderia receber todo aquele amor se tudo me mostrava que eu não o merecia? Aqui, o príncipe já havia assumido várias formas, confesso que nenhuma atendendo aos famosos padrões. Os meus amores foram sempre de dentro pra fora, no olhar, nas palavras, no silêncio. Os meus amores foram sempre escondidos por mim de mim. Até que veio aquele momento diferente, onde o sentimento se uniu à escolha. Escolhi aceitar. Escolhi crer. E aos 23, eu ainda era insensatez.
E dentre escolhas e conflitos, o amor veio. E eu o senti como criança, adolescente e mulher. Eu o senti em todos os aspectos. Amei o quanto pude, senti-me amada em muitos aspectos. E a vida me mostrou que todo aquele medo e insegurança que temos ao nos doar, funcionam parcialmente. Pois uma hora nos entregamos. E uma hora nos machucamos. E dói a alma. E julgamos não sermos capazes de seguir em frente, até nos preenchermos de mais amor ou de um novo amor. Mas se vai doer, por que não deixar que doa de uma vez? Por que não crer que a cada início e reinício as coisas possam ser diferentes?

Amor, talvez meu erro tenha sido depositar você no outro, quando na verdade quem eu mais deveria amar estava ali, em meio a tantos conflitos, querendo um sorriso meu, querendo me ser, ter-me. Descobri que muito mais do que sentir, você se faz na escolha, no querer, na luta. E ainda assim... como eu te prezo, amor.

domingo, 3 de maio de 2015

crises

Eu sou formada por crises. Crises de risos que me deixam sem fôlego. Crises de choro que lavam a alma, às vezes com uma alegria profunda, por outras com uma tristeza que me diminui e faz crer que sou o menor dos seres.
Crises de angústia, de ira, de gula, de luxúria e de todos os outros pecados. Sou formada por inconstâncias, por altos e baixos, por misturas e mudanças de sentimentos que muitas vezes me levam à incerteza do ser, não ser e querer ser.
Entrego meu destino a nós. Meu sonhar é coletivo, mesmo no individual. E daí vem a sombra. Apoio-me na distinta criação, meu consolo é sentir, de qualquer jeito, seu coração. Seus desejos muitas das vezes envolvem tão somente você. Conhecer gente nova, mudar, viajar, estudar um novo curso. Diz que é por nós.  Não há erros em fazer apenas o que se quer. Há?! Fazer apenas o que sente vontade de fazer. Não há vida sem sonhos. Você sabe quais são os meus? Devemos buscar sempre aquilo que nos preenche, mas será que tudo o que sonha em te fazer feliz, precisa me deixar sozinha? Não há sonhos que envolvam nós dois no mesmo caminho? Será que todo o resto é feito por obrigação? Amas quem eu amo apenas por me amar? Será que para por aí? Abro mão de muita coisa por apostar em ser feliz entre nós dois. Faço isso com o coração em paz, mas somente enquanto me sentir segura em fazer. Não sei viver em inconstância. Ou somos claramente por nós dois, ou eu não aguento ser só por você e nem te ver goela abaixo sendo por mim.

domingo, 12 de janeiro de 2014

vida.

Acredite, mais do que estar "competentemente" pronto para o mundo é ter coragem para por os pés fora de nosso casulo e enfrentá-lo. Digo, enfrentar todas as adversidades, mudanças, desafios e coisas boas também, afinal, muitas vezes não estamos prontos para as coisas boas que a vida pode nos proporcionar.
Confie, as pessoas que você mais ama, são também as que te amam e que te querem bem, que desejam aplaudir sua vitória. Então, seja como for, busque sua felicidade, busque muito mais do que sonhar. REALIZE! E se não der certo? Tente de novo. E se não der novamente? Nem tudo na vida sai exatamente como planejamos, e aí entra a nossa capacidade de saber lidar com frustrações, de perseverar ou muitas vezes de ter a nobreza de "deixar pra lá" e buscar novos sonhos que nos façam tão felizes quanto imaginamos.
Conforme-se, muitas vezes o caminho vai ser doído, a caminhada será árdua, as coisas darão errado, a vontade de desistir será latente, mas isso não quer dizer que não valerá à pena no final. Conforme-se, no entanto não se conforme, você é absurdamente capaz de conseguir.
Releve, não podemos planejar tudo. Não podemos abraçar o mundo. Não podemos mudar as decisões já tomadas, tão pouco resolver problemas e destinos que não nos pertencem. Ninguém deve ser tão egoísta ao ponto de não enxergar o próximo, porém, às vezes é preciso que façamos coisas em prol de nossa felicidade.
Entenda, a vida é curta demais para ficar por anos estagnada, ao mesmo tempo tão rica, tão cheia de conhecimento, mas muitas vezes tão vazia e só. O tempo quem faz é a gente! Mude, ou não mude, desde que esteja disposto a entender que por ora essa é sua vida, seu jeito, mas que não há problema algum em querer ser e fazer diferente. Perceba, ninguém fará isso por você.
A coragem, o medo, a vontade, os sonhos, os desejos, a raiva, a dor... tudo faz parte de um todo que é você. E você deve saber que nada é melhor do que se libertar, permitir-se sentir intensamente tudo isso hoje, e amanhã acordar livre, sereno, determinado.
Corra, busque seus sonhos, não deixe que eles se cubram de pó na prateleira do quarto. Conheça gente nova, reconheça os antigos que já não fazem parte da sua vida, e o principal: conheça e reconheça você, saia da tua reflexão mais íntima e explore novos lugares, novos caminhos, novos sonhos, novas vontades.

Ouça! Nada disso é tão difícil quanto não ter coragem de se arriscar. O gosto do viver é incomparável!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O tempo nos leva quem não nos é por direito
São outros ventos, outras horas, outros instantes
E o tempo deixa quem tem que ficar
Há quem foi guiado pela morte
Há quem vai levado pela vida
E é preciso ser razão para perceber
mesmo após tantas tentativas frustradas
que quem foi nunca de fato esteve aqui.
Mas se deve prestigiar também quem ficou
os intocáveis pelo tempo, pela vida, pela ausência
Para esses são destinados todos os amores, todas as dores
São destinados todos os sentimentos
Até o dia de não nos serem mais.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

heróis esquecidos

Infelizmente o tempo, às vezes, é mesmo muito injusto com algumas pessoas. Vivemos tanto tempo fazendo as coisas pensando no nosso futuro e nos outros, e quando nos damos conta muita coisa já passou, muita coisa foi perdida.
Muitos de nós somos assim, mudamos partes de nossas vidas pelo próximo. Acredito que no mundo tenham várias pessoas que agem dessa forma, que se colocam de lado para fazer pel
o outro, para cuidar, educar, dar amor. São sacrifícios que muitas vezes não são reconhecidos. Vejo isso em pais, mães, avôs e avós por aí. É alguém que você admira e que está do seu lado em momentos bons e ruins, nas alegrias e tristezas, durante toda vida, mas que por algum motivo, em algum momento é deixado de lado.
O tempo é cruel com as pessoas, não sei até que ponto o avanço científico para prolongar a vida é válido. Você vive a sua vida fazendo pelos outros e quando precisa receber, nem que seja um pouco de amor, encontra-se só. O tempo passa, as limitações vêm com ele, as pessoas passam por sua vida, você passa pela vida delas, mas o que fica de tudo isso?
É triste demais ver que em muitos casos, você vive a vida para chegar ao fim dela e ser esquecido por tudo o que fez e tentou fazer. Rala o tempo todo, faz tudo o que está ao seu alcance e depois ainda em vida, parece não existir mais. Torna-se um peso para alguns e em outros casos nem isso, pois inexiste na vida dos que passaram por você e que são fruto do seu esforço, do seu amor.
Muitas das pessoas só se tornam heróis depois que morrem, quando muitos choram a sua volta e lembram o quão bom você foi enquanto viveu, ainda que não tenha sido. Justificam a ausência, a falta de consideração e a ingratidão com a falta de tempo, os problemas e as dificuldades do dia-a-dia, como se isso não existisse na vida de qualquer um.
Um abraço, um carinho, uma ligação, uma visita, um reconhecimento podem fazer muita diferença para quem tem tantas memórias e tanto amor guardado no coração.
Quem são seus heróis? Quem são os responsáveis pelo seu sucesso, pela sua saúde, por você estar aqui hoje?

domingo, 5 de agosto de 2012

Rezo, não oro. Mas não é uma coisa que defini por mim, apenas sigo um costume da família. Frequento a igreja raramente, mas benzo sempre que passo em  frente de uma. Creio no meu Deus, no meu papai do céu, mas não da maneira como defendem as mais diversas religiões.
Na vida, dou o meu melhor, luto pelo que quero, tento sempre tratar bem e fazer o bem ao próximo. Não tenho o costume de beber, muito menos de fumar. Não uso drogas, trabalho e estudo.
Julgadora? Sou sim, um pouco. Mas creio que todo mundo é, ainda que minimamente, está na essência do ser humano observar, comparar, interferir, achar certo ou errado.
Se sei alguma coisa sobre o que as religiões pregam? Se sei diferir com propriedade umas das outras? Muito pouco, quase nada. Mas sei que o meu Deus está comigo sempre e o vejo como algo além, algo maior que nós, que utilizamos para nos apoiar, para ter a quem recorrer, para não nos sentirmos pobres de espírito, vazios ou sem rumo. 
A minha ignorância na área não me permite afirmar se acredito e confio no que é passado para a população sobre os diversos santos,deuses ou até mesmo sobre o menino Jesus. A única coisa que não me convence é querer atribuir a um mundo tão evoluído princípios e comportamentos ainda antigos e não comprovados como verdades. 
Defendo a crença em qualquer área, mas sem o fanatismo, sem aquela loucura que nos impede de ver que não podemos obrigar o outro a pensar como a gente. Defendo porque somos, ainda hoje, fracos. Não sabemos, por vezes, nos guiar num mundo tão dinâmico, no meio de tantos bilhões. Nos perdemos. Ficamos frágeis, sem rumo, buscando razão por estar aqui, por existir, tentando entender o porquê de tudo, o motivo de alegrias estrondorosas e tristezas incompreensíveis. Por que eu? Por que comigo?
O ser humano precisa ter em que se apoiar, e dentre drogas, bebidas, crimes, famílias desestruturadas e amizades erradas, penso que a religião ainda seja a melhor saída para a humanidade. Se não a religião, pelo menos a crença em qualquer força maior que nós e que pode guiar um caminho que não conseguimos sozinhos.
Crer faz com que não fiquemos abandonados em meio a tantos sentimentos. Crer em alguém ou em algo. Mas não confunda a palavra crer com a loucura que sega e faz alguém acreditar que é melhor que o outro por suas convicções, que faz o homem julgador por levar uma vida que o pregador prega ser a ideal. Não tente me convencer que os dízimos abusivos me levarão para o céu, que a opção sexual vai me tornar menos ou mais merecedor do amor, ou que frequentar a igreja e dizer e postar coisas por aí vai me tornar menos pecadora.
A minha índole me define. Errar, prejudicar o próximo, cometer atos que estão a margem do que a sociedade julga como o certo e depois apagar tudo e sair pregando e condenando para mim não serve. Temos que ter em mente o que de fato somos independente de religião, antes mesmo de fazer algo de que podemos nos arrepender. Todos merecemos o perdão, a segunda chance, claro! Mas também todos temos o direito de ser quem somos e acreditar no que nos esclarece e fortalece da melhor forma, e não pelas metades.
Somos livres por lei e por essência, pois nos deixem, então, encontrar a nossa religião, aquela que nos dá razão para viver, que não está pré-determinada, conceituada, cheia de sim ou não, de certo ou errado, de pode e não pode. 

domingo, 24 de junho de 2012


         O que te faz feliz? Estamos tão acostumados e acomodados com os problemas que a vida nos traz e os problemas que criamos, que muitas vezes passamos por cima de tudo e acabamos nos anestesiando da dor, do sofrimento, do incomodo e da insatisfação que certas coisas no trazem. Fazemos isso pelo simples fato de querer evitar mais transtornos, de não querer se desgastar mais, de não querer magoar o próximo ou de não ter tempo de correr atrás do que realmente é importante. É a rotina que toma conta das nossas vidas e muitas vezes faz com que deixemos de lado a luta pelo que nos faz bem, simplesmente pelo fato de não termos mais força de lutar pelo que queremos.
            Afinal, o que é felicidade? Eu vou contra os céticos que acreditam que lutar pela felicidade é um ideal impossível de ser alcançado, que afirmam que não é possível ter esse sentimento pleno, que é mais fácil se acostumar e aceitar certas coisas trazidas pela realidade do que se entregar ao desgaste de lutar pelo que te faz feliz.
            O que é a realidade senão o que fazemos de nossas vidas? O que é a felicidade, senão a condição perfeita do que queremos para nossa vida?
Não sou tola de acreditar que é tudo muito simples, de que tudo está perfeitamente ao nosso alcance. Simplesmente vejo a felicidade como um objetivo, que depende única e exclusivamente da gente. São sonhos, vontades e objetivos que temos para a nossa vida, que muitas vezes guardamos numa caixinha e vamos deixando ali, guardados, com uma leve expectativa de que um dia conseguiremos por em prática. O grande problema é ter coragem e bom senso de tirar os empecilhos de sua vida, de saber dizer com as palavras certas as coisas certas, nos momentos certos.
             É como o velho entendimento do desentendimento de teoria e prática. Na teoria, sabemos perfeitamente o que individualmente nos faz bem e nos satisfaz, porém na prática, na coletividade da vida, no conflito de ideais, acabamos por nos perder dentre as muitas vontades e anseios existentes em nós e nas pessoas que convivem conosco. As dificuldades, os problemas e conflitos certamente existirão de uma forma ou de outra. O que muda é a perspectiva e a maneira com a qual lidamos com isso.
            O que de fundamental a felicidade possui? Para mim, o amor é o que move o mundo, sendo isso clichê ou não. É o amor que temos por nós, pelos outros e pelas coisas. É o sentimento de querer bem a si, ao próximo e ao conjunto.
            Planos, sonhos, desejos, vontades, eu tenho aos montes e isso ninguém tira! E por mais que o desânimo bata, a minha essência ninguém corrompe. Cedo ou tarde eu recupero o que é de mim, e vou em busca do que me provoca sentimento, do que me desperta amor e vontade pela vida.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sabe aquele dia em que tudo parece não fazer sentido e você acaba se perguntando como é que aconteceu, como chegamos a esse ponto?! E você acaba ali, no canto, sentindo a maior das solidões, aquelas que se sente quando se tem o mundo e ao mesmo tempo não tem ninguém.
E você sente a pior das dores, por esperar das pessoas aquilo que está disposto a oferecer por elas. E vem na mente aquela angútia e a promessa de que as coisas vão mudar, e que você vai fazer tudo diferente. E aí você acredita uma, duas, três, quatro vezes, ou quantas forem preciso até entender que não adianta querer ser diferente sem se sentir você. Eu sou assim, não consigo não ser e é por isso que tomo todas essas rasteiras da vida, e acabo vivendo sempre com esse sentimento.
 Hoje eu vejo que fiz a minha parte, quis ser para a minha família, para os meus amigos e namorado, tudo o que podia! Quis ser o meu melhor! E eu realmente me dediquei a isso, engoli muitos sapos, aguentei muita dor, ofereci muitos sorrisos, ainda que com as falhas de qualquer ser humano.
E eu sou sim imperfeita, mas eu juro que tento trazer o melhor que eu posso. Só não sei qual é o limite entre dar e não receber. Não sei até quando dá para guardar tudo isso, presenciar tantas coisas, ouvir tantas palavras de ofensa e sem fundamento, aceitar as coisas como elas estão.
E eu veo que no meio de tudo isso me perdi. O meu choro é inconsolável, e o meu amparo desamparado. E tudo o que me sobra são as lembranças, os sonhos e a esperança de que amanhã pode tudo melhorar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Quando toda a tristeza do mundo parece cair em você. E tudo isso te sufoca, te enfraquece, faz com que tenhas vontade de simplesmente desistir.
Foi assim, foi essa a minha vontade, e misturou todo o estresse da rotina, toda a responsabilidade de qualquer humano, todos os traumas, todos os medos, as dores e as desilusões. E as lágrimas não quiseram cessar, não quiseram parar. Eu quis desistir.
Eu quis desistir, por não saber o caminho a seguir. Eu quis desistir pelo cansaço, pela exaustão, pela indecisão e a insatisfação.
Eu desmoronei!
Traumas guardados em mim já não sabem mais onde se esconder. Eu quero gritar, eu quero parar de sentir tudo isso. E os sentimentos se misturam.. é raiva, é medo, é tristeza, compreensão, culpa. E eu não sei como amenizar essa dor.
Eu quis cair, eu quis desistir de tudo, eu quis me afastar, e acabei me sentindo mais sozinha do que nunca. Eu sinto que perdi, eu sinto que muita coisa mudou e não quero mais, não aguento mais cultivar essa tortura diária.
Preciso me libertar.

sábado, 3 de setembro de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E essa dor é só minha. Essa dor eu não compartilho com ninguém. E ela me consome, ela me desgasta e não sai de mim.
Dói em mim todos os dias, diferente de todas as outras dores. É o que eu tenho de mais íntimo!
O bem da gente tem dia que é completo, tem dia que não passa de um dizer sem significado. Superação talvez não seja o encaixe perfeito, eu prefiro dizer que é o aprendizado da convivência com o que é só nosso, que vem da gente. Só não sei até quando...

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu sou intensa em tudo o que eu digo, tudo o que eu sinto e em tudo o que eu espero. Sou impulsiva, posso até me arrepender, mas não contenho a sensação do momento. É preciso demonstrar, é preciso revelar, surpreender e sentir.
Se perguntarem o que me deixa feliz, nada me completa mais do que as pessoas, eu preciso delas, preciso da família, dos amigos e dos amores e faço questão de deixar isso claro.
Sou negativa, tenho medo da entrega, mas a partir do momento que desfaço as barreiras, sou toda sentimentos, mesmo que isso venha a me machucar depois.
 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Detesto mudanças, ainda mais quando elas independem das minhas vontades e atitudes.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

É estranho o modo como um dia qualquer se torna tão especial quando é considerado como o primeiro de outros 364. Parece que é visto com olhares diferentes, cheios de esperança, promessas e vontades, com um sentimento de que tudo pode melhorar e de que muita coisa boa está por vir.
Comigo é sempre assim, faço promessas, planos, metas e juramentos. Tenho surpresas, decepções, momentos felizes e tristes, mas nunca consigo deixar de criar uma certa expectativa, ainda que negada por mim.
Digamos que o saldo de 2010 não foi um dos mais positivos, vivi momentos que eu nunca imaginei que pudesse vivenciar, aquele típico pensamento de que só acontece com o vizinho e de que se está imune a esse tipo de situações.
Chorei, sofri, desacreditei, quis sumir, quis desistir, mas acredito que tudo o que acontece em nossas vidas tem um propósito e de certa forma devemos encarar como um aprendizado. Não superei, eu sei. Mas há certas coisas que somente o tempo pode curar, minimizar ou até mesmo acomodar.
Levo desse ano a crença e a descrença nas pessoas. Talvez o meu maior defeito ou a minha maior qualidade seja acreditar demasiado no melhor delas, o que me faz esperar demais de quem muitas vezes não tem muito para dar, ou simplesmente não quer.
Vejo também o quanto o mundo é cruel e como algumas pessoas simplesmente não se importam com as outras, ou como muitas vezes a convivência doentia leva à essa conclusão.
O meu único arrependimento é não ter dado o tanto de atenção para quem faz tanta falta. A rotina faz esquecer o que a morte insiste em nos lembrar, que as ações e sentimentos de nada servem depois que se perde alguém importante.
Apesar de tudo, não posso dizer que não tive momentos de intensa felicidade, aqueles que fazem você se sentir importante para alguém, que te fazem dormir com a sensação de missão cumprida, de alívio, com vontade de viver mais.
Para mim, a palavra que mais teve significado nesse ano foi "família". Porque na hora da dificuldade não importam as brigas, as divergências, os defeitos, os amores e desamores, opiniões e desabores. Diante do ocorrido, vai ser sempre a família que vai te acolher, e vai ser sempre ela que vai te erguer, assim como os amigos que podem ser considerados parte dela e que se leva e considera como se fossem um membro da mesma.
Para 2011 não tenho muitos desejos e pretensões, peço apenas para que seja melhor que o ano anterior e que venha e traga apenas um pouco de paz :)

domingo, 12 de dezembro de 2010

nostalgia

Eu sinto que falta um pedaço em mim que era de vocês. Eu a minha angustia é perceber que talvez só eu sinta esse vazio tão intenso. Das vezes que precisei, das vezes que sei que vocês também devem ter precisado... e hoje ficou tudo assim, tão superficial.
E eu não sei mais dos mínimos detalhes, eu não sei mais das alegrias, das tristezas, dos sonhos, não faço mais parte dos planos. E como eu queria suprir toda essa necessidade de vocês, mas quando me arrisco nunca dá certo, e parece tudo tão difícil, tudo tão impossível, tudo tão sem tempo, tudo tão sem sentido.
Pode ser que deva mesmo ser apenas parte do passado, um passado que eu vou levar sempre comigo, um passado que eu sempre tive medo que acabasse e que eu vejo cada vez mais longe.
Não me isento de culpa, também tenho a minha parcela nisso tudo, mas me dói sentir toda essa frieza, toda essa falta de intimidade assim, dez anos depois. E eu só lembro das risadas, eu só lembro dos temores, das confidências, dos amores, das promessas, das dores, das viagens, das noites de conversas sem fim e do quanto eu acreditei que aquilo fazia parte de mim e estaria sempre comigo.
E eu sinto falta desse dia a dia, dos pequenos gestos, das pequenas demonstrações, das ligações, das cartas, da rotina, e sei também que não há lágrima que cure tudo isso. Enfim, eu sinto falta dessa parte de mim.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Não me prendo a nada que me defina. sou companhia, mas posso ser solidão. tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca."
C.L

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Preciso fugir de mim. Preciso sair de tudo isso, de tudo o que parece me procurar. E quanto mais eu fujo dos problemas, mais eles tentam me derrubar. E eu sinto o peso, sem nem mesmo ter a culpa. E eu sinto que cada vez mais sou menos necessária por aqui. E eu tenho vontade de sumir, de resolver todos os problemas de uma só vez, não que fugir seja a melhor opção, mas me vejo sufocada, sem saída, sem vontade, sem saber o que fazer. E eu só não queria fazer mal algum, à pessoa alguma, sem intervir na vida de ninguém. E quanto mais eu tento fazer isso, percebo-me mais envolvida em tanta angústia, tanta dor, tantos planos destruídos. E eu não quero mais assim, eu não quero mais, eu não aguento mais!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É que o que está dentro de nós só pode ser curado por nós mesmos. Por mais longa que seja a estrada e mais difícil que seja a caminhada, não se pode desistir. E saber que tenho a quem recorrer, que tenho por quem viver é o que não me deixa cair.