terça-feira, 16 de novembro de 2010
Preciso fugir de mim. Preciso sair de tudo isso, de tudo o que parece me procurar. E quanto mais eu fujo dos problemas, mais eles tentam me derrubar. E eu sinto o peso, sem nem mesmo ter a culpa. E eu sinto que cada vez mais sou menos necessária por aqui. E eu tenho vontade de sumir, de resolver todos os problemas de uma só vez, não que fugir seja a melhor opção, mas me vejo sufocada, sem saída, sem vontade, sem saber o que fazer. E eu só não queria fazer mal algum, à pessoa alguma, sem intervir na vida de ninguém. E quanto mais eu tento fazer isso, percebo-me mais envolvida em tanta angústia, tanta dor, tantos planos destruídos. E eu não quero mais assim, eu não quero mais, eu não aguento mais!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Eu lido muito melhor com as dores que afetam a mim do que com as que eu causo. Para mim, é infinitamente mais tolerável chorar noites em silêncio, escondendo sentimentos e não permitindo vivências, do que saber que alguém chora, nem que um instante, por algo que eu fiz. Sempre fui assim, sempre pensei demais no efeito de tudo sobre os outros, talvez isso tenha causado mais transtornos.. só que sobre todas as partes.
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Pensar demais talvez seja o meu maior problema. Penso no final das coisas sem elas nem ao menos terem um começo, sem terem uma chance de dar certo ou errado. Penso no que sinto e ao mesmo tempo não me permito sentir. Penso no que quero e ao mesmo tempo não me permito querer nada...
Talvez eu seja o meu maior mal, mas como me livrar de mim? Como fugir dos meus pensamentos? Como ir adiante, prosseguir?
Talvez eu seja o meu maior mal, mas como me livrar de mim? Como fugir dos meus pensamentos? Como ir adiante, prosseguir?
domingo, 26 de setembro de 2010
!
Não tente me mudar, eu não serei diferente. Não por falta de tentar ou por concordar com a maneira como sou, mas simplesmente por não conseguir.
Não tente me culpar, existem coisas além das nossas percepções e vontades. Não há culpados se forem vistos e revistos todos os pontos de vista.
Não tente me idealizar, eu nunca serei boa o suficiente para satisfazer suas ambições. Não consigo sequer satisfazer a mim.
Não tente me julgar, nem sempre o que pareço ser é de fato o que o meu íntimo gostaria de mostrar. Não consigo nem sequer ser para mim.
Não tente me moldar, reconheço os meus defeitos, vontades e anseios. Não sei nem ao menos o que EU desejo ser.
Não tente por meus pés nos chão, é quando estou sonhando que arrumo coragem para seguir em frente. Não preciso de chá de realidade, eu já sou a minha maior crítica.
Não procure razões para o meu viver, quem deve encontrá-las sou eu. Não quero justificar fatos nem viver para ninguém.
Não tente me botar temores, dizer o quão a vida é difícil e o quanto eu preciso lutar por ela. Não passo um dia sequer sem pensar que não posso falhar.
Não tente fazer eu sentir culpa, nem sempre sou o que querem de mim e já me culpo o suficiente por isso. Não posso simplesmente ser o que cada um exige de mim.
Só peço, por favor, que pelo menos uma vez me aceite e só.
Com todos os meus defeitos, com todos os meus problemas, meus medos, angústias, erros e com todas as minhas inconstâncias, ainda tenho a esperança de poder fazer bem para alguém, de poder ser feliz, fazer alguém feliz e ser assim, suficiente dentro do que cabe a mim.
Não tente me culpar, existem coisas além das nossas percepções e vontades. Não há culpados se forem vistos e revistos todos os pontos de vista.
Não tente me idealizar, eu nunca serei boa o suficiente para satisfazer suas ambições. Não consigo sequer satisfazer a mim.
Não tente me julgar, nem sempre o que pareço ser é de fato o que o meu íntimo gostaria de mostrar. Não consigo nem sequer ser para mim.
Não tente me moldar, reconheço os meus defeitos, vontades e anseios. Não sei nem ao menos o que EU desejo ser.
Não tente por meus pés nos chão, é quando estou sonhando que arrumo coragem para seguir em frente. Não preciso de chá de realidade, eu já sou a minha maior crítica.
Não procure razões para o meu viver, quem deve encontrá-las sou eu. Não quero justificar fatos nem viver para ninguém.
Não tente me botar temores, dizer o quão a vida é difícil e o quanto eu preciso lutar por ela. Não passo um dia sequer sem pensar que não posso falhar.
Não tente fazer eu sentir culpa, nem sempre sou o que querem de mim e já me culpo o suficiente por isso. Não posso simplesmente ser o que cada um exige de mim.
Só peço, por favor, que pelo menos uma vez me aceite e só.
Com todos os meus defeitos, com todos os meus problemas, meus medos, angústias, erros e com todas as minhas inconstâncias, ainda tenho a esperança de poder fazer bem para alguém, de poder ser feliz, fazer alguém feliz e ser assim, suficiente dentro do que cabe a mim.
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