domingo, 5 de agosto de 2012

Rezo, não oro. Mas não é uma coisa que defini por mim, apenas sigo um costume da família. Frequento a igreja raramente, mas benzo sempre que passo em  frente de uma. Creio no meu Deus, no meu papai do céu, mas não da maneira como defendem as mais diversas religiões.
Na vida, dou o meu melhor, luto pelo que quero, tento sempre tratar bem e fazer o bem ao próximo. Não tenho o costume de beber, muito menos de fumar. Não uso drogas, trabalho e estudo.
Julgadora? Sou sim, um pouco. Mas creio que todo mundo é, ainda que minimamente, está na essência do ser humano observar, comparar, interferir, achar certo ou errado.
Se sei alguma coisa sobre o que as religiões pregam? Se sei diferir com propriedade umas das outras? Muito pouco, quase nada. Mas sei que o meu Deus está comigo sempre e o vejo como algo além, algo maior que nós, que utilizamos para nos apoiar, para ter a quem recorrer, para não nos sentirmos pobres de espírito, vazios ou sem rumo. 
A minha ignorância na área não me permite afirmar se acredito e confio no que é passado para a população sobre os diversos santos,deuses ou até mesmo sobre o menino Jesus. A única coisa que não me convence é querer atribuir a um mundo tão evoluído princípios e comportamentos ainda antigos e não comprovados como verdades. 
Defendo a crença em qualquer área, mas sem o fanatismo, sem aquela loucura que nos impede de ver que não podemos obrigar o outro a pensar como a gente. Defendo porque somos, ainda hoje, fracos. Não sabemos, por vezes, nos guiar num mundo tão dinâmico, no meio de tantos bilhões. Nos perdemos. Ficamos frágeis, sem rumo, buscando razão por estar aqui, por existir, tentando entender o porquê de tudo, o motivo de alegrias estrondorosas e tristezas incompreensíveis. Por que eu? Por que comigo?
O ser humano precisa ter em que se apoiar, e dentre drogas, bebidas, crimes, famílias desestruturadas e amizades erradas, penso que a religião ainda seja a melhor saída para a humanidade. Se não a religião, pelo menos a crença em qualquer força maior que nós e que pode guiar um caminho que não conseguimos sozinhos.
Crer faz com que não fiquemos abandonados em meio a tantos sentimentos. Crer em alguém ou em algo. Mas não confunda a palavra crer com a loucura que sega e faz alguém acreditar que é melhor que o outro por suas convicções, que faz o homem julgador por levar uma vida que o pregador prega ser a ideal. Não tente me convencer que os dízimos abusivos me levarão para o céu, que a opção sexual vai me tornar menos ou mais merecedor do amor, ou que frequentar a igreja e dizer e postar coisas por aí vai me tornar menos pecadora.
A minha índole me define. Errar, prejudicar o próximo, cometer atos que estão a margem do que a sociedade julga como o certo e depois apagar tudo e sair pregando e condenando para mim não serve. Temos que ter em mente o que de fato somos independente de religião, antes mesmo de fazer algo de que podemos nos arrepender. Todos merecemos o perdão, a segunda chance, claro! Mas também todos temos o direito de ser quem somos e acreditar no que nos esclarece e fortalece da melhor forma, e não pelas metades.
Somos livres por lei e por essência, pois nos deixem, então, encontrar a nossa religião, aquela que nos dá razão para viver, que não está pré-determinada, conceituada, cheia de sim ou não, de certo ou errado, de pode e não pode. 

domingo, 24 de junho de 2012


         O que te faz feliz? Estamos tão acostumados e acomodados com os problemas que a vida nos traz e os problemas que criamos, que muitas vezes passamos por cima de tudo e acabamos nos anestesiando da dor, do sofrimento, do incomodo e da insatisfação que certas coisas no trazem. Fazemos isso pelo simples fato de querer evitar mais transtornos, de não querer se desgastar mais, de não querer magoar o próximo ou de não ter tempo de correr atrás do que realmente é importante. É a rotina que toma conta das nossas vidas e muitas vezes faz com que deixemos de lado a luta pelo que nos faz bem, simplesmente pelo fato de não termos mais força de lutar pelo que queremos.
            Afinal, o que é felicidade? Eu vou contra os céticos que acreditam que lutar pela felicidade é um ideal impossível de ser alcançado, que afirmam que não é possível ter esse sentimento pleno, que é mais fácil se acostumar e aceitar certas coisas trazidas pela realidade do que se entregar ao desgaste de lutar pelo que te faz feliz.
            O que é a realidade senão o que fazemos de nossas vidas? O que é a felicidade, senão a condição perfeita do que queremos para nossa vida?
Não sou tola de acreditar que é tudo muito simples, de que tudo está perfeitamente ao nosso alcance. Simplesmente vejo a felicidade como um objetivo, que depende única e exclusivamente da gente. São sonhos, vontades e objetivos que temos para a nossa vida, que muitas vezes guardamos numa caixinha e vamos deixando ali, guardados, com uma leve expectativa de que um dia conseguiremos por em prática. O grande problema é ter coragem e bom senso de tirar os empecilhos de sua vida, de saber dizer com as palavras certas as coisas certas, nos momentos certos.
             É como o velho entendimento do desentendimento de teoria e prática. Na teoria, sabemos perfeitamente o que individualmente nos faz bem e nos satisfaz, porém na prática, na coletividade da vida, no conflito de ideais, acabamos por nos perder dentre as muitas vontades e anseios existentes em nós e nas pessoas que convivem conosco. As dificuldades, os problemas e conflitos certamente existirão de uma forma ou de outra. O que muda é a perspectiva e a maneira com a qual lidamos com isso.
            O que de fundamental a felicidade possui? Para mim, o amor é o que move o mundo, sendo isso clichê ou não. É o amor que temos por nós, pelos outros e pelas coisas. É o sentimento de querer bem a si, ao próximo e ao conjunto.
            Planos, sonhos, desejos, vontades, eu tenho aos montes e isso ninguém tira! E por mais que o desânimo bata, a minha essência ninguém corrompe. Cedo ou tarde eu recupero o que é de mim, e vou em busca do que me provoca sentimento, do que me desperta amor e vontade pela vida.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sabe aquele dia em que tudo parece não fazer sentido e você acaba se perguntando como é que aconteceu, como chegamos a esse ponto?! E você acaba ali, no canto, sentindo a maior das solidões, aquelas que se sente quando se tem o mundo e ao mesmo tempo não tem ninguém.
E você sente a pior das dores, por esperar das pessoas aquilo que está disposto a oferecer por elas. E vem na mente aquela angútia e a promessa de que as coisas vão mudar, e que você vai fazer tudo diferente. E aí você acredita uma, duas, três, quatro vezes, ou quantas forem preciso até entender que não adianta querer ser diferente sem se sentir você. Eu sou assim, não consigo não ser e é por isso que tomo todas essas rasteiras da vida, e acabo vivendo sempre com esse sentimento.
 Hoje eu vejo que fiz a minha parte, quis ser para a minha família, para os meus amigos e namorado, tudo o que podia! Quis ser o meu melhor! E eu realmente me dediquei a isso, engoli muitos sapos, aguentei muita dor, ofereci muitos sorrisos, ainda que com as falhas de qualquer ser humano.
E eu sou sim imperfeita, mas eu juro que tento trazer o melhor que eu posso. Só não sei qual é o limite entre dar e não receber. Não sei até quando dá para guardar tudo isso, presenciar tantas coisas, ouvir tantas palavras de ofensa e sem fundamento, aceitar as coisas como elas estão.
E eu veo que no meio de tudo isso me perdi. O meu choro é inconsolável, e o meu amparo desamparado. E tudo o que me sobra são as lembranças, os sonhos e a esperança de que amanhã pode tudo melhorar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Quando toda a tristeza do mundo parece cair em você. E tudo isso te sufoca, te enfraquece, faz com que tenhas vontade de simplesmente desistir.
Foi assim, foi essa a minha vontade, e misturou todo o estresse da rotina, toda a responsabilidade de qualquer humano, todos os traumas, todos os medos, as dores e as desilusões. E as lágrimas não quiseram cessar, não quiseram parar. Eu quis desistir.
Eu quis desistir, por não saber o caminho a seguir. Eu quis desistir pelo cansaço, pela exaustão, pela indecisão e a insatisfação.
Eu desmoronei!
Traumas guardados em mim já não sabem mais onde se esconder. Eu quero gritar, eu quero parar de sentir tudo isso. E os sentimentos se misturam.. é raiva, é medo, é tristeza, compreensão, culpa. E eu não sei como amenizar essa dor.
Eu quis cair, eu quis desistir de tudo, eu quis me afastar, e acabei me sentindo mais sozinha do que nunca. Eu sinto que perdi, eu sinto que muita coisa mudou e não quero mais, não aguento mais cultivar essa tortura diária.
Preciso me libertar.

sábado, 3 de setembro de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E essa dor é só minha. Essa dor eu não compartilho com ninguém. E ela me consome, ela me desgasta e não sai de mim.
Dói em mim todos os dias, diferente de todas as outras dores. É o que eu tenho de mais íntimo!
O bem da gente tem dia que é completo, tem dia que não passa de um dizer sem significado. Superação talvez não seja o encaixe perfeito, eu prefiro dizer que é o aprendizado da convivência com o que é só nosso, que vem da gente. Só não sei até quando...

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu sou intensa em tudo o que eu digo, tudo o que eu sinto e em tudo o que eu espero. Sou impulsiva, posso até me arrepender, mas não contenho a sensação do momento. É preciso demonstrar, é preciso revelar, surpreender e sentir.
Se perguntarem o que me deixa feliz, nada me completa mais do que as pessoas, eu preciso delas, preciso da família, dos amigos e dos amores e faço questão de deixar isso claro.
Sou negativa, tenho medo da entrega, mas a partir do momento que desfaço as barreiras, sou toda sentimentos, mesmo que isso venha a me machucar depois.